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EM MACAPÁ, GESTOR DO NÁUTICO (RR) REGISTRA NOVO BOLETIM NA POLÍCIA CONTRA OS JOGADORES

Marcelo Pereira se defende das acusações e manifestações de pessoas nas redes sociais de que estaria envolvido

EM MACAPÁ, GESTOR DO NÁUTICO (RR) REGISTRA NOVO BOLETIM NA POLÍCIA CONTRA OS JOGADORES
Foto: Reprodução
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Ao final da partida onde o Náutico (RR) foi novamente goleado, desta vez por 10 a 2, a maior goleada da atual edição da Série - D, o gestor de futebol do clube, Marcelo Pereira, foi novamente na polícia para fazer outro boletim de ocorrência solicitando investigação contra todos os jogadores da própria equipe sob suspeita de terem vendido o jogo (manipulação de resultado).

De acordo com Marcelo, os boletins, é uma forma de se precaver. “Fiz o boletim de ocorrência para me precaver. Eu não tenho nada a ver com manipulação de resultados, não sei se deu um apagão, não estavam com vontade de jogar, os gols saíram naturalmente. Vi ali muito corpo mole e vou pedir à CBF para investigar esse jogo. Foi esculacho, a gente fica triste porque procuramos fazer o futebol certo, mas olha aí o que acontece”, disse.

O Náutico é lanterna do grupo A1, e dono da segunda pior campanha da competição que reúne 64 equipes nesta 1ª fase, tem a pior defesa, com 32 gols sofridos em oito jogos, uma média de 4 gols sofridos por partida.

Marcelo Pereira se defendeu das acusações e manifestações de pessoas nas redes sociais de que estaria envolvido numa possível manipulação de resultados por ser o gestor de futebol do clube.

“A gente fica, jogador vem e vai. Quem não deve não teme, muita gente julga a gente sem pensar ou falar. Vejo gente se pronunciando dizendo que o Náutico tá se beneficiando, mas manda irem ver as despesas, tive que me sacrificar pra trazer jogador pagando passagem, arcando com rescisão. Então, ninguém sabe nosso dia a dia, fiz o boletim para me precaver”, reiterou.

“Eu vivo do futebol, dependo do futebol, eu respiro futebol. A minha profissão é essa, não tenho outra. A minha empresa faz gestão do futebol, só. Então imagina fazer tudo isso, tomar conta e aí ser lesado por alguns jogadores. A gente paga o mínimo, dá um salário mínimo e um pouco a mais pra um, pra outro, mas não é muita coisa”, comentou.

PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO

Conforme Marcelo Pereira, irá encaminhar pedido à CBF para que haja uma investigação com relação ao jogo Trem 10 x 2 Náutico (RR). “Vou encaminhar à CBF o boletim de ocorrência e pedir para investigar esse jogo e os outros jogos também que teve resultado negativo. Não que todo jogo que a gente perdeu foi venda de jogo, não, mas esse foi muito escrachado pelo resultado. Eles (CBF) têm que investigar pedindo a quebra de sigilo telefônico, conta bancária, mas tem que investigar”, disse.

SEGUNDA DERROTA NA COMPETIÇÃO ESTE ANO QUE VIRA CASO DE POLÍCIA

Essa não foi a primeira goleada sofrida pelo Náutico de Roraima nesta Série - D.  No dia 21 de maio, na derrota pelo placar de 5 x 1 na 6ª rodada para o São Raimundo (AM), após o jogo Marcelo foi até uma delegacia de Manaus e registrou um boletim de ocorrência contra um grupo de jogadores do próprio clube, alegando que houve possível manipulação de resultado, com a "venda do jogo".

“Já fiz uma vez lá em Manaus, para me precaver, porque eu não tenho nada a ver. Dessa vez foi pior, foi dobrado o resultado (derrota para o Trem por 10 a 2). São tantas coisas que a gente fica desconfiado. Essas apostas (esportivas) mudaram um pouco o futebol. Eu estou com minha consciência tranquila. Dessa vez o boletim é contra todos os jogadores que atuaram, porque eu não posso apontar alguém. No outro jogo eu suspeito de alguns atletas, dessa vez não”, comentou.

A alternativa encontrada por Marcelo Pereira após a goleada sofrida para o São Raimundo (AM) foi dispensar cerca de 12 jogadores que o gestor levantou suspeita. Inclusive, alguns já tiveram o contrato rescindido e publicado no BID/CBF, mas o gestor não revelou nomes e nem informou se os dispensados estavam mesmo relacionados com os casos.

“A gente trocou muitos atletas, também tinha muitos meninos ali que pouco jogou, ou se jogou só categoria de base. Ainda temos jogos, como o São Raimundo em casa. Vou liberar mais esses atletas, e aí a gente se sacrifica de novo, faz dívida, pega emprestado, mas a gente não fica sujeito a esse tipo de situação” finalizou.

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